sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lula: quem tem que provar é o Gilmar. Tucano ? Nunca mais !


Lula no Ratinho

‘Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente’

Teve Corinthians, teve histórias sobre rabadas, depoimento de Ronaldo Fenômeno, música de Geraldo Vandré e até brinde com cerveja oferecido por Zeca Pagodinho. Mas a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao apresentador Ratinho, do SBT, serviu basicamente para dois objetivos: tentar alavancar a candidatura de Fernando Haddad junto ao grande público e mandar recados (muitos) para a oposição.

Descontraído na maior parte do tempo, Lula subiu o tom, apesar da voz ainda debilitada, para dizer que não permitirá que “um tucano volte a ser presidente do Brasil”. Disse que, para isso, aceitaria até  voltar a ser candidato a presidente. “Nisso eu vou batalhar”.

“Xi, o Serra então está ferrado”, brincou Ratinho, que se apresentou como “grande amigo” do ex-presidente, com quem lembrou já ter comido uma rabada na Granja do Torto.

E foi no último minuto da entrevista que o apresentador e amigo perguntou ao ex-presidente sobre a polêmica envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que acusa Lula de oferecer apoio à CPI do Cachoeira em troca do adiamento do mensalão (Mendes é suspeito de ter viajado a Berlim com dinheiro pago pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o que ele nega).

“Vou perguntar apesar de saber que a população não está entendendo isso”, frisou Ratinho.

“Não tenho interesse em falar nesse assunto, porque já respondi em nota. Quem inventou que prove. Quem acreditou, que prove. O dado concreto é que o Brasil hoje é muito melhor, vai melhorar ainda mais. Quero que o Brasil que teve ascensão nunca mais  retroceda.”

Fernando Haddad, que estava na primeira fileira da plateia, foi apresentado ao público logo na primeira pergunta feita por Ratinho. Sobre o Corinthians. “Esse seu defeito de ser corintiano continua, né, presidente?”

Na resposta, Lula lembrou que no Brasil existem os corintianos e os anti-corintianos, mas que se dava bem com torcedores de outros times, “como o Fernando Haddad, que é são-paulino”.

Não demorou e o ex-ministro da Educação, que patina nas pesquisas de intenção de voto, já estava do lado do ex-presidente numa cadeira ao lado da mesa do entrevistador.

Por que ele foi escolhido?, perguntou Ratinho, que chamou Haddad de “galã”.

Fernando Haddad, que fez "participação especial" na entrevista (Foto: Reprodução)

“Achava que era o momento de a gente apresentar uma coisa nova”, explicou o ex-presidente, para apresentar as credenciais do afilhado: “São Paulo precisa de um prefeito como o ministro da Educação que criou o Prouni e colocou um milhão de jovem da periferia na universidade.”

Lula afirmou que Haddad foi o ministro que mais criou escolas técnicas (214) e mais construiu universidades federais (14).

No mesmo instante, o apresentador chamou um VT sobre o Prouni, no qual uma beneficiária do programa dizia que, antes, a universidade não era lugar para pobre.

De terno cinza e camisa branca, sem gravata, Haddad ouviu o ex-presidente que as mudanças na educação provocara “a maior revolução que já foi feita no País”.

O entrevistado, então, passou a ser Haddad. “O que um prefeito de SP pode fazer para melhorar?”, levantou o apresentador.

“A saúde é problema número 1”, cortou o ex-ministro. Ele criticou a gestão municipal, falou do “drama das filas” e citou a desarticulação do SUS. “Você injetou recurso novo, mas gestão de recursos não está tão boa.”

Por fim, citou os investimentos federais em educação (o orçamento, segundo ele, subiu de 20 bilhões para 80 bilhões de reais) e disse que os governos Lula e Dilma Rousseff melhoraram a vida econômica dos brasileiros da porta de casa para dentro, mas fora faltavam segurança e professores. “Isso é papel do prefeito”.

Foi uma jogada arriscada: Haddad e o PT podem ser punidos caso o Tribunal Regional Eleitoral entenda que a entrevista serviu como propaganda antecipada, embora o candidato não tenha pedido voto de forma direta. A campanha só começa oficialmente em julho.

De volta à cena, Lula fez elogios à presidenta Dilma e criticou os que o criticam por manterem a amizade. “Não há possibilidade de divergência entre Dilma e eu. No dia que eu tiver, eu retiro o que pensei e ela fica.”

Lula disse também que será cabo eleitoral para reelegê-la, e que só voltaria a se candidatar se ela não quisesse – ainda assim, apenas para evitar a volta dos tucanos ao poder.

O ex-presidente aproveitou a entrevista para criticar o papel da oposição para derrubar a CPMF. “Me tiraram 40 bilhões pra aplicar na saúde, com a intenção de me prejudicar. Foram mais de 120 bilhões no último mandato. Tínhamos um programa de saúde, queríamos colocar oftalmologista, dentista e otorrino dentro da escola. A CPMF era imposto para rico e foi derrubada porque evitava a sonegação”, disse.

Recém-curado de um câncer na laringe, Lula disse que o ideal era que todos os brasileiros tivessem, como ele, a possibilidade de se tratar em hospitais como o Sirio-Libanês. “Universalizar a saúde não é brincadeira. Precisa ter dinheiro”.

Ele citou avanços como a queda da mortalidade e desnutrição e o aumento de atendimentos a pacientes de câncer pelo SUS. Ainda assim, garantiu que os avanços são menores que qualquer presidente gostaria de alcançar.

Houve tempo ainda pra falar sobre o tratamento, os dias seguintes após deixar a Presidência e de pedir para o apresentador intermediar um encontro com o pastor Valdemiro Santiago, uma das mais importantes lideranças evangélicas em São Paulo – que mandou um abraço ao ex-presidente. “Quero conversar com ele”, disse Lula.

Blogueiro sujo vai ao Supremo contra Gilmar




http://www.conversaafiada.com.br

Saiu num Blog de Mexericos da Candinha de Brasília:

 

O ministro Gilmar Mendes acaba de informar ( …)  que vai entrar com uma ação na Procuradoria Geral da República, solicitando o substrato das empresas estatais que usam do uso do dinheiro público para o financiamento de blogs que atacam as instituições.

 

— É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições.


Se for quem este blogueiro sujo está pensando, ele informou ao Conversa Afiada:
Vai ao Supremo contra Gilmar Dantas (*) por:
- abuso de autoridade;
- obstrução de atividade comercial legal;
- tentativa de censura;
- por delírio psicológico incontrolável, com manifestações patológicas óbvias, incompatíveis com a função que exerce.

Se for quem este blogueiro sujo está pensando, ele informou ao Conversa Afiada que vai entrar com um pedido de impeachment de Gilmar Dantas no Senado (*).

Se for este bogueiro sujo mesmo, ele sugere ao Gilmar Dantas: renuncie, dispa-se da toga do “foro privilegiado” e venha para a arena da democracia.

“Vamos para o mano-a-mano”, aqui na planície, debater ideias e confrontar fatos – disse o blogueiro sujo, que falou com exclusividade a este Conversa Afiada.

Se for quem este blogueiro sujo pensa, diz ele que falou assim: Ministro, saia detrás da Veja, do PiG (**), dessas colunas de mexerico.

E sugeriu que Gilmar respondesse à pergunta: o que significa ”o Gilmar mandou subir” ?

Se for quem este blogueiro sujo está pensando, ele pergunta, também: por que o Gilmar Dantas (*) não vai à PGR mover ação contra o Mauro Santayana, outro blogueiro sujo há muitos anos, que pediu ao Supremo para mandar o Gilmar embora ?

Num ponto o blogueiro sujo concorda com esse, em quem ele está pensando: não recomenda nada o Ministro ter dados dois HCs Canguru logo a quem, ao Daniel Dantas !

Lá isso é verdade.

Não orna.

Paulo Henrique Amorim, blogueiro sujo, com fontes entre os blogueiros sujos.

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Conheça os bastidores da crise. Os maiores descompromissados ainda estão no Fla


Lúcio de Castro
esportes.br.msn.com

Há cerca de 10 dias me contaram que Assis ia procurar o homem da capa preta. Botar o Flamengo na justiça e pedir rescisão. Deixei quieto. O sujeito era muito bem informado mas não dava pra eu ir para as páginas com a notícia. Uma semana depois, anteontem, na última terça-feira, ia entrar no ar no Bate-Bola quando uma fonte acima de qualquer suspeita (sem qualquer ligação com nenhuma das partes), sujeito que conhece cada canto da justiça, cada advogado trabalhista, cada juiz, cada rábula, me avisou: "Pode falar que o Assis vai tirar o Ronaldinho do Flamengo. Vai mandar pro pau, não tem como perder. E o Flamengo sabe disso e no lugar de tentar negociar, salvar algo, fica esticando a corda".

No Bate-Bola de anteontem falei ao vivo: "O Assis vai pra justiça". E acrescentei, brincando com João Canalha, maior apresentador da TV brasileira, o Chacrinha do século XXI, que, com Fernando Victorino, compõe o coração e a cabeça do programa: "E tá tentando baixar no seu time. É unilateral, uma tentativa, mas, vai que cola...". Santista doente, ele ficou pensativo...Era informação também. Assis já disparava torpedos pra Vila. Unilateralmente, como eu disse.

O fato é que todo mundo sabia. Não caberá aqui a análise técnica de Ronaldinho no Flamengo. Muito menos disciplinar. Podemos ver isso depois, no BB1. Vamos falar dos fatos. O que levou os irmãos Assis a tal gesto, os últimos acontecimentos.

Assis e Ronaldinho Gaúcho tinham em mãos um presente que nem um pai generoso daria a um filho: a faca e o queijo na mão. No Flamengo do caos, da gestão que desconhece a grandeza da entidade que representa, a condução da negociação com o atleta não iria ser diferente: simplesmente quando a Traffic saiu da parada, e o Flamengo assumiu todo o ônus do direito de imagem (o maior valor do contrato), uma cláusula que provavelmente nem no velho Ipiranga de futebol de praia passaria estava lá: a falta de pagamento daria direito a rescisão! Cinco milhões de multa e mais o resto do contrato até 2014. Assinado pelo Flamengo.

Não bastasse isso tudo, a parte que não era referente ao direito de imagem obviamente não atrasaria três meses para não dar brecha, certo? Errado. O Flamengo deixou passar, assim como o FGTS há 4 meses e o INSS que foi pago poucas vezes.

Qualquer um pode ver esse contrato. Amanheça na rua do Lavradio 132 e peça o contrato do Ronaldinho Gaúcho. De posse da peça, ande alguns metros, faça o que Oswaldo Aranha fazia ou como os ministros de Vargas: vá até o Cosmopolita, que ainda vive e lembra a atmosfera do "Senadinho". Ou no Capela. Curta a velha Lapa. Entre uma garfada e um chope, tente entender como o Flamengo deixou a animosidade chegar a tal ponto se tinha uma bomba dessas na mão.

Fiz o mesmo. Ali mesmo conversei com uns 10 advogados trabalhistas, dos melhores que andam em profusão pela área já que o tal "rua do Lavradio 132" é o Tribunal Regional do Trabalho. Poucas vezes vi uma unanimidade tão veemente: "já era, não tem como o Flamengo ganhar essa parada. O Ronaldinho vai levar tudo. Quarenta milhões. Ao assumir o contrato no lugar da Traffic o Flamengo amarrou as coisas de modo inacreditável".

Inacreditável. Serão mais quarenta milhões. Não adianta xingar Ronaldinho. Tem que pensar em gestão, em quem não se preocupa com o futuro da instituição. E jornalista que fala apenas de noitada, etc, e se poupa da análise estrutural, do todo, nem merece o nome do ofício.

Como já disse, podíamos analisar Flamengo, performance de Ronaldinho, um monte de coisa. Já fizemos e faremos. Aqui vamos nos ater ao caso e aos últimos dias. Informações, fatos.

Foi um jogo de gato e rato. Os dois se achando espertos. E só um era. Do lado do Flamengo, as mesmas táticas de sempre quando quer se livrar de algo: no lugar do bom senso, a truculência, tentar fazer as coisas pelas vias tortas. Alimentar os mesmos matérias-pagas de sempre para caluniar, cercar no fim de jogo, vaiar, incentivar substituição de jogador pra tomar vaia, vazar notícia de noitada aos mesmos manjas de sempre, alimentar os matérias-pagas de sempre pra "dar susto na noite", tudo o que já sabemos, um repertório incompatível com a modernidade e a grandeza de um clube como o Flamengo, grandeza essa desconhecida por quem está lá. Se fizeram com Zico, como não fazer com um cara que, de sua parte, era useiro e vezeiro em errar?

Esticando a corda para ver se ele pedia para sair em vez de tentar negociar, deram duas advertências ao craque nos últimos dias. Uma delas, com direito a exame de sangue para ver quantidade de alcool. Diante do resultado do exame, era possível pedir a justa causa. Tinham bela oportunidade para acabar com um problema (lembrai-vos Renato Silva e Fluminense, quando a justiça aceitou a justa causa). Preferiram o de sempre: o jogo nas sombras, da covardia, calúnias, bravatas, vazar a notícia, denegrir. Mandar os outros fazer, esticar a corda e ficar na penumbra. É a marca maior dessa administração, porque seria diferente agora?

E mais uma vez perderam a chance. Vendo o jogo esquentar, duas advertências na folha, sabendo a mando de quem está quem persegue na noite, quem cerca carro, o staff de Ronaldinho deixou tudo pronto para dar entrada ali no homem da capa preta. Tinham a faca e o queijo na mão, fruto de uma sucessão de desastres como poucas vezes se viu no futebol mundial.

Bobo é quem acha que um diretor sem preparo falando bravata para aparecer como importante foi motivo. Tava tudo pronto. O presente tinha sido dado há muito tempo. E o Flamengo sabia. Mesmo assim esticou a corda. Mas afinal, qual o problema? O dinheiro não é de ninguém ali mesmo. E o compromisso com a instituição muito menos também. Ronaldinho também teve pouco compromisso com a instituição. Mas não enxergar que acima dele tem gente com muito menos compromisso é ver apenas o dedo quando ele aponta a floresta.

Um pesadelo que passou pela Gávea (e ainda está longe de terminar)

Decio Lopes
http://sportv.globo.com

Um pesadelo.

Este é o mais perfeito resumo da passagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. 17 meses de fracasso e que deixam rastros de destruição, como um terremoto ou um furacão.

Não pensem os dirigentes que vai ser fácil chegar a um acordo com os advogados do jogador. Não pensem os torcedores que a Instituição vai safar-se de destruir o orçamento de mais um ano (pelo menos) por conta do pagamento de dívidas com R 10.

Por isso mesmo o fracasso e o pesadelo não podem ser jogados apenas na conta do jogador.

 A bomba que fica é também de responsabilidade dos dirigentes – que permitiram o ambiente amador que marcou a “era Ronaldinho” e, pra piorar (segundo alega a advogada do jogador) não pagaram o que prometeram e assinaram.

Vale lembrar que os dirigentes tiveram duas chances (uma com a Traffic, outra sem) para fazerem um negócio melhor para os cofres da Gávea.
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 Ainda se o dinheiro valesse por resultados em campo, como é o caso de Pet – jogador que até hoje custa mais do que o Fla poderia pagar mas que, ao menos, trouxe resultados… Não foi o caso de Ronaldinho, que despede-se apenas com um Estadual.

O Fla de R10 não foi nem a final de turno no Carioca 2012. O Fla de R10 foi o único brasileiro eliminado na primeira fase da Libertadores, com uma campanha fraquíssima, em um grupo apenas mediano.

E o marketing? O Flamengo, que – segundo as previsões e manchetes empolgadas – venderia a publicidade mais cara dos uniformes brasileiro; passou meses com a camisa vazia. Só faltava escrever “anuncie neste espaço”. O Flamengo, que reforçaria a sua marca internacionalmente e arrecadaria por todos os lados, em direitos, produtos, amistosos, número de torcedores; agora conta o prejuízo.

Um pesadelo.

Uma dívida que vai levar anos para ser paga. Mas uma lição que fica. Ao menos para o torcedor. Os dirigentes, ao que tudo indica, logo vão surgir com outros planos incríveis, números maravilhosos, factódies e apresentações em Power Point cheias de zeros…
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Poucas vezes vi uma instituição quase sagrada como o Flamengo tão humilhada quanto nos últimos dias. Poucas vezes vi os dirigentes tão perdidos.

Assinar e não cumprir é absurdo. Ganhar fortunas e não dedicar-se é totalmente reprovável. Enfim, a relação esgotou-se e o desligamento de Ronaldinho era mais que necessário. Está feito. Mas, como um tsunami, este passado recente deixa muita destruíção. Ainda há muito a ser feito para restaurar a paz e a prosperidade no clube.

Flamengo já sabia sobre o processo de R10 e recolhia provas

Bruno Braga
Eduardo Mendes
http://www.lancenet.com.br

A decisão de Ronaldinho, a princípio, não surpreendeu a cúpula de futebol do Flamengo. Há cerca de 20 dias, o clube recebeu uma notificação sobre a dívida com o jogador com o aviso de que teria apenas dez dias para quitar o débito.

Ciente de que o caso caminharia para a Justiça, o clube também se articulava. O Flamengo preparava uma ação por meio da qual poderia quebrar o vínculo, alegando demissão do jogador por justa causa.

Como ponto favorável ao Rubro-Negro, os deslizes disciplinares cometidos por Ronaldinho encabeçavam a lista.

Antes mesmo de a crise ganhar mais contornos, foi recomendado a Paulo César Coutinho, quando assumiu o cargo de vice de futebol, fazer um relato de todas as faltas de R10 no clube.

Inicialmente, o dirigente não aprovou a ideia, com receio de entrar em conflito com o principal jogador do clube, como aconteceu com o ex-diretor de futebol Luiz Augusto Veloso, que colocou o cargo à disposição depois que Vanderlei Luxemburgo foi demitido no início do ano.

A sugestão partiu do departamento jurídico, que deixou a cargo dos poderes do futebol esse trabalho de recolhimento de provas a favor do Flamengo no caso de um eventual embate judicial posteriormente.

Os cerca de R$ 40 milhões cobrados pelo jogador na Justiça são equivalentes a quase 20% do orçamento de R$ 203 milhões do Flamengo para este ano. Se forem considerar apenas as despesas correntes, que são de R$ 127 milhões, a dívida com o atacante poderá representar pouco menos de um terço desse montante.


Desgaste desnecessário para o Flamengo

Ricardo Gonzalez
http://sportv.globo.com

Pouco depois do último post, o Flamengo volta às manchetes com o fim da relação com Ronaldinho Gaúcho. Infelizmente, o clube se vê numa situação pela qual não precisaria passar, tivesse tido a diretoria uma ação mais firme e responsável. Agora, apesar de ter produzido menos do que poderia, e de ter tido uma atitude que poderia ter sido melhor pensada, Ronaldinho sai com a razão, sai porque não recebe o salário a que qualquer trabalhador tem direito.

A solução era simples para o Flamengo – simples, porque não havia alternativa. Nem o Flamengo nem clube brasileiro algum tem condições de bancar sozinho o salário de um jogador do porte de R10. Quando a Traffic rompeu o acordo de bancar os salários – dizem que nem contrato assinado havia com a empresa, apenas uma minuta de intenções – a presidente Patrícia Amorim deveria ter vindo a público e dito:

- Não temos condições de bancar esse valor. Por incompetência de nosso marketing, não temos um plano B e, portanto, Ronaldinho não é mais jogador do Flamengo. Lamentamos o ocorrido, agradecemos a Ronaldinho pelo que ele fez neste período, esperamos que todos entendam.

Pronto. O problema estava resolvido. Mas, não. O que disse a diretoria do Flamengo, na voz de sua presidente, foi:

- O Flamengo assume o salário dele.

Claro que ia terminar assim. Será que Patrícia faria a mesma coisa se houve neste país uma lei que responsabilizasse civil ou criminalmente o presidente de clube que entrega o clube com menos dinheiro do que quando o recebeu? Claro que não.

É triste. Mas, apesar de tudo isso, a delegação rubro-negra parou o aeroporto de Teresina, a torcida encheu os jogadores de carinho e afagos. É essa força popular que sempre manterá o Flamengo muito vivo.